domingo, 25 de março de 2012

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Tenho escrito menos. A desculpa da vez seria por falta de tempo, falta de criatividade, mas nunca é. Escrevo menos, como consequência de uma bagunça explosiva que amargura minhas palavras. A literatura anda amargurando meu ser. Tenho pensado menos, e agido mais. Não penso, pra não lembrar. Os pensamentos fragilizam o que ainda consegue ficar de pé, mas o silêncio dentro da minha cabeça, anda de gritaria com meu coração. Tenho sonhado menos. Não sonhar, significa não se iludir, não sonhar me protege de decepções e de tormentos. Tormento de querer algo que não posso ter, nem sentir, nem tocar... só ver, de relance. Tenho sorrido menos. Mas não por fora, por dentro. Já dei gargalhadas, já me diverti em alguns lugares, com algumas pessoas. Mas por dentro, tudo grita, tudo chora, tudo implica com o mundo a fora. Tenho vivido menos. E isso é o que mais me machuca. Assusta. A dor é a única verdade que me faz lembra que eu ainda existo. Feliz ou não, eu ainda existo, mesmo exitando, devagar, quase parando. E sou obrigada a lidar com essa verdade, sabendo que nunca vai mudar. Mas tenho sentido muito. Sinto todas as emoções cabíveis dentro do peito. Sinto saudade, angústia, ódio, remorso, ciumes, solidão. Sinto vontade de não sentir, sinto que não deveria existir. Mas me dou muito bem com tudo isso. Ser forte não é fácil. Mas é com tudo isso que estou aprendendo a não desistir. Não desistir de mim mesma. Não desistir de continuar tentando escrever, pensar, sorrir, viver e sentir. Mas sentir coisas boas, sentir alivio, sentir confiança, sentir sua e sentir o delicioso cheiro dessa noite chuvosa que deixará um no ar aquele otimismo no próximo dia de sol

Cada coisa a seu tempo, foi o que eu ouvi dizer. Mas esse tempo que não passa - e que por sinal não cura -, esta cada vez mais insuportável e difícil de lidar. O mundo deu voltas, mas as voltas que ele deu não me tirou do lugar, ainda estou parada, observando as coisas mudarem, girarem e saírem do lugar. Eu, por incrível que pareça, ainda me encontro na mesma esquina, desorientada, sorrindo para todos. Destinada a sorrir sempre, pra não demonstrar o que sinto, o que vejo, o que sei. De todas as maneiras que posso viver, escolhi viver as cegas, no escuro, fingindo que não sei e não enxergo mais nada. Sorrindo... Fingindo ter uma vida social saudável. Fingindo não ligar mais pro que o passado me amargurou, um passado que eu torço pro vento soprar de uma vez, pra bem longe de mim... Mas como um bumerangue, o vento acaba só trazendo tudo que eu quase não pensava de volta, e com mais força ainda. As lembranças devastam meu escudo e atinge o ponto mais fraco. Quem me vê sorrindo não sabe, quem me conhece não repara, que eu ainda procuro todos os dias um motivo pra levantar a cabeça. Todos os dias eu luto, sem descansar. Eu luto, procurando por paz. E eu a encontro somente nas seis horas de sono que tenho por dia - nem sempre. Eu sempre soube que sofrer faria parte de viver, só não sabia que recomeçar é algo tão difícil, quase impossível. Mas então, eu sorrio... e aparentemente tudo está em paz.


Quero nas promessas do teu olhar ultrapassar as fronteiras do universo .Quero alem de seus carinhos aprender cada lição de viver a favor de ser feliz .Quero alem de qualquer tradução ler seu olhar e sentir seu coração .Quero não apenas por um momento,mas nos minutos acelerados da vida estar com você .Quero na viagem mais longa levar comigo seu amor,pois lugar nenhum seria o melhor lugar pra eu ser feliz,se nele não estiver  você.